A diferença entre furto e roubo está na presença ou ausência de violência. No roubo, o criminoso usa força física ou ameaça para subtrair o bem. No furto, o bem é levado sem que a vítima perceba ou seja confrontada.
Neste artigo, você vai entender o que a lei brasileira define sobre cada situação, conhecer as penas e, principalmente, saber como proteger sua frota e agir com rapidez diante de qualquer uma dessas ocorrências.
O que diferencia furto e roubo segundo a legislação brasileira?
Ambos são crimes contra o patrimônio e geram prejuízos reais. A diferença na classificação, porém, afeta diretamente a pena imposta ao criminoso, o registro do boletim de ocorrência e a forma como a seguradora trata o sinistro.
Entenda a diferença:
Furto: subtração sem confronto direto
O furto, previsto no artigo 155 do Código Penal, acontece sem violência ou ameaça. O proprietário geralmente descobre o crime depois: estacionou o carro e, ao retornar, o veículo não está mais lá. Não houve contato com os criminosos nem confronto.
Exemplos comuns de furto de veículos
- Carro levado de estacionamento de rua durante a madrugada.
- Caminhão subtraído de pátio logístico enquanto o motorista descansava.
- Veículo levado de frente a um estabelecimento comercial, sem que o proprietário percebesse.
O Código Penal prevê pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa, para o furto simples. Se o crime ocorre durante o período noturno, a pena é aumentada em um terço.
Furto simples e furto qualificado
O furto simples ocorre quando o bem é subtraído sem deixar vestígios da ação. O veículo desaparece e não há sinais de arrombamento, uso de ferramentas ou outros indícios de como o crime foi executado. É o caso, por exemplo, de um carro que some de um estacionamento sem que câmeras ou testemunhas registrem o momento.
O furto qualificado acontece quando há circunstâncias agravantes previstas no parágrafo 4º do artigo 155, como:
- Rompimento de obstáculo (arrombamento de portão, quebra de vidro).
- Abuso de confiança ou fraude.
- Uso de chave falsa.
- Escalada (pular muros, cercas).
- Concurso de duas ou mais pessoas.
Nesses casos, a pena sobe para 2 a 8 anos de reclusão. Se o veículo furtado é transportado para outro estado ou país, a pena varia de 3 a 8 anos.
Roubo: quando há violência ou ameaça
O roubo está definido no artigo 157 do Código Penal. Ocorre quando há uso de violência física, grave ameaça ou qualquer meio que reduza a vítima à impossibilidade de resistência. Em termos práticos, é quando alguém aponta uma arma, usa força ou intimidação para levar seu veículo.
O Código Penal prevê pena de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa, justamente porque o crime atinge a integridade física e psicológica da pessoa, além do patrimônio. A pena pode aumentar significativamente dependendo das circunstâncias (se houver lesão corporal grave ou em caso de morte, por exemplo).
No transporte, os cenários mais comuns de roubo incluem
- Motorista abordado em semáforo por criminosos armados
- Caminhoneiro rendido durante parada em posto de combustível
- Entregador ameaçado durante operação de carga e descarga
Estatísticas de furto e roubo de veículos no Brasil
A criminalidade veicular segue ativa no Brasil, cenário que exige atenção contínua de proprietários, frotistas e gestores de risco. Ao contrário da percepção comum de que o roubo seria mais frequente, os dados da operação Tracker mostram que:
- 56,33% das ocorrências são furtos
- 43,67% são roubos
Ou seja, a maior parte dos veículos é subtraída sem confronto direto, o que reforça a necessidade de estratégias de proteção que contemplem tanto abordagens violentas quanto furtos discretos em estacionamentos, pátios e vias públicas.
Para mais dados, confira o panorama completo de roubo e furto veicular em 2025, com base em dados reais da operação do Grupo Tracker.
Impacto na operação logística: o prejuízo vai além do veículo
Quando um caminhão, utilitário ou veículo de frota é subtraído, o prejuízo não se limita ao valor do bem. Há uma cadeia de consequências operacionais que atinge a empresa como um todo.
Os principais impactos incluem:
- Perda da carga transportada, que pode representar valor muito superior ao do veículo
- Descumprimento de prazos de entrega, gerando penalidades contratuais e insatisfação de clientes
- Necessidade de reposição do veículo, com custos de locação ou compra emergencial
- Aumento no custo do seguro para as apólices seguintes
- Dano à reputação da empresa, especialmente quando a carga pertence a terceiros
Os números ajudam a dimensionar o problema. Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o Brasil registra prejuízo superior a R$ 1 bilhão por ano com roubos e furtos de carga. A entidade estima que cerca de 14% da receita das transportadoras é destinada a medidas de prevenção contra esses crimes.
Segundo Vitor Corrêa, gerente de comando e monitoramento do Grupo Tracker, a principal causa do crescimento é a alta demanda por peças no mercado ilegal, impulsionada pela escassez e pelo custo elevado de peças novas.
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É necessário proteção integral para minimizar prejuízos
O impacto operacional é praticamente idêntico nos dois casos. Quando um veículo é subtraído, seja por furto ou roubo, a consequência imediata é a mesma: um ativo sai de circulação, a carga pode ser perdida, prazos são comprometidos e a empresa fica exposta a prejuízos financeiros e de reputação.
Essa equivalência de impacto é o que torna indispensável contar com uma solução de recuperação veicular com altas taxas de recuperação, preparada para reagir a qualquer tipo de ocorrência. Dessa forma, a chance de recuperar o veículo rapidamente é muito maior, minimizando o prejuízo da operação.
O papel da recuperação veicular após furto ou roubo
Quando um veículo é subtraído, o tempo passa a ser o fator mais crítico da operação: quanto mais tempo passa, maior é o risco de desmanche, ocultação ou integração do ativo a cadeias criminosas mais complexas. Quando o gestor ou proprietário de veículo conta com uma solução completa em recuperação veicular, como a do Grupo Tracker, ele aumenta significativamente as chances de ter seu veículo recuperado rapidamente.
Resposta imediata em caso de roubo
No roubo, a vítima percebe o crime no momento da abordagem. Essa percepção imediata permite acionar rapidamente o Centro de Operações do Grupo Tracker, iniciando o processo de localização enquanto o veículo ainda está em deslocamento.
A atuação não se limita ao rastreamento passivo. Envolve:
- Monitoramento ativo da movimentação
- Análise estratégica de padrões de deslocamento
- Mobilização de equipes próprias de pronta-resposta
- Apoio às autoridades competentes
Essa integração entre tecnologia e operação reduz drasticamente o tempo de recuperação.
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Recuperação eficaz mesmo em casos de furto
No furto, mesmo que a subtração só seja percebida horas depois, a tecnologia de recuperação continua operando. A tecnologia Tracker utiliza radiofrequência com frequência exclusiva, capaz de operar mesmo em ambientes fechados ou sob tentativa de bloqueio.
Isso significa atuação mesmo em:
- Galpões fechados
- Subsolos e estacionamentos subterrâneos
- Túneis
- Locais com uso de jammer
Além disso, o sistema conta com detecção ativa de bloqueadores de sinal (anti-jammer), que emite alerta imediato à central ao identificar tentativa de interferência.
O que fazer se seu veículo for furtado ou roubado?
Em caso de roubo (com violência ou ameaça)
- Priorize sua segurança. Não reaja, não tente perseguir os criminosos. Nenhum bem material justifica colocar sua vida em risco.
- Acione a polícia pelo 190 assim que estiver em segurança. Descreva o ocorrido, o veículo e, se possível, os criminosos.
- Ligue para a empresa de rastreamento A velocidade desse contato é o fator que mais influencia a chance de recuperação. Quanto antes a central for acionada, maior a probabilidade de localizar o veículo.
- Registre o boletim de ocorrência presencialmente ou pela delegacia eletrônica (disponível em alguns estados). Classifique como roubo e inclua o máximo de detalhes: horário, local, descrição dos envolvidos.
- Comunique a seguradora dentro do prazo previsto na apólice e envie a documentação solicitada (B.O., cópia dos documentos do veículo, chave reserva, quando aplicável).
Em caso de furto (sem violência ou ameaça)
- Acione a empresa de rastreamento assim que perceber que o veículo não está onde deveria. Mesmo que horas tenham se passado, a localização pode ser viável.
- Registre o boletim de ocorrência classificando como furto. Detalhe as circunstâncias: onde o veículo estava estacionado, horário aproximado em que foi visto pela última vez, se havia câmeras no local.
- Verifique câmeras de segurança da região. Imagens podem ajudar a comprovar a ocorrência e, em alguns casos, reclassificar o crime como furto qualificado (se houver arrombamento, por exemplo).
- Comunique a seguradora com a mesma urgência. Algumas apólices têm prazo curto para comunicação de sinistro.
- Reúna a documentação necessária: B.O., documentos do veículo, contrato de seguro e, se aplicável, relatórios do sistema de rastreamento.
A resposta certa para roubo e furto tem nome: Tracker
Do ponto de vista do proprietário ou do gestor de frota, a classificação jurídica deixa de ser prioridade no momento em que o veículo é subtraído. O que realmente importa é reduzir o tempo de indisponibilidade e aumentar as chances de recuperação do patrimônio.
O Grupo Tracker é uma empresa de recuperação veicular com tecnologia de rastreamento, inteligência operacional e equipes de pronta-resposta ativas 24 horas, que consegue atuar nos dois cenários com a mesma agilidade, reduzindo o tempo em que o veículo fica fora de operação e aumentando as chances de recuperar tanto o bem quanto a carga transportada.
Entre em contato e proteja sua frota com quem é referência em recuperação veicular no Brasil.