O roubo e o furto de veículos seguem como um dos principais riscos patrimoniais no Brasil. Em 2025, esse cenário ganhou contornos ainda mais preocupantes, com quadrilhas mais organizadas, mercado ilegal de peças aquecido e atuação cada vez mais estratégica do crime.

Com base em dados reais da operação de recuperação veicular do Grupo Tracker em 2025, este artigo apresenta o ranking exclusivo dos 10 modelos de carros mais roubados e furtados no Brasil, acompanhado de uma análise técnica sobre os motivos que colocam esses veículos na mira dos criminosos, os padrões regionais de ocorrência e como a tecnologia de recuperação faz diferença no desfecho desses eventos.

Os 10 carros mais roubados e furtados em 2025

Os dados abaixo foram consolidados a partir da atuação do Grupo Tracker ao longo de 2025 em operações de recuperação veicular em todo o Brasil.

  1. Hyundai HB20
  2. Chevrolet Onix
  3. Jeep Compass
  4. Nissan Kicks
  5. Volkswagen Gol
  6. Renault Sandero
  7. Honda HR-V
  8. Hyundai HB20S
  9. Volkswagen Voyage
  10. Fiat Mobi

Esse ranking revela dois pontos importantes; primeiro, a permanência de modelos populares no topo da lista; segundo, a presença cada vez maior de SUVs, o que indica uma mudança clara no perfil dos alvos do crime organizado.

Por que esses carros são os mais visados por criminosos?

O roubo e o furto veicular seguem uma lógica econômica, operacional e técnica. Três fatores explicam por que determinados modelos aparecem com tanta frequência nas ocorrências.

Popularidade e alto volume nas ruas

Quanto maior o número de unidades circulando, maior a atratividade para o crime. Modelos como HB20, Onix e Gol estão entre os mais vendidos do Brasil há anos. Essa popularidade cria dois efeitos diretos:

  • facilidade para diluir um veículo roubado no meio de outros semelhantes;
  • alta demanda por peças no mercado paralelo, que se mantém aquecido justamente porque há muitos veículos iguais rodando.

O criminoso busca previsibilidade, com carros comuns que geram menos risco e mais retorno.

Facilidade de desmanche e compatibilidade de peças

Veículos com plataformas compartilhadas, poucas variações mecânicas e peças compatíveis entre versões e anos são ideais para desmanche ilegal. Modelos como Gol, Voyage e Sandero são exemplos clássicos, por conta da desmontagem rápida, peças facilmente revendidas e alta liquidez.

Por outro lado, carros descontinuados seguem no radar porque a escassez de peças novas aumenta a procura por componentes usados.

Idade dos veículos e sistemas de segurança defasados

A maior parte das ocorrências envolve veículos com mais de cinco anos de uso. Modelos mais antigos tendem a ter sistemas de segurança menos robustos, sem tecnologias modernas de imobilização ou proteção ativa contra interferências.

Esse fator pesa especialmente em carros populares, que permanecem muito tempo em circulação e, muitas vezes, sem atualização tecnológica de proteção.

Carros em fila num parque. 10 Modelos de carros mais roubados em 2025

Análise detalhada dos modelos mais roubados em 2025

1º lugar: Hyundai HB20 — o mais visado do país

O HB20 lidera o ranking por uma combinação de fatores que incluem a altíssima circulação desde 2012, presença massiva em frotas de aplicativos e grande diversidade de versões. Suas peças têm alta procura no mercado paralelo, o que o torna um alvo prioritário para furtos voltados ao desmanche.

Em grandes centros urbanos, especialmente em São Paulo, o HB20 aparece de forma recorrente nas operações de recuperação.

2º lugar: Chevrolet Onix — líder de vendas e alvo constante

Por anos o carro mais vendido do Brasil, o Onix segue entre os principais alvos. Sua ampla presença em locadoras, frotas corporativas e uso urbano intenso cria um cenário de alta exposição, especialmente em estacionamentos públicos e vias de grande circulação. Mesmo com oscilações regionais nos índices, o volume absoluto mantém o modelo no topo.

3º lugar: Jeep Compass — SUVs também estão na mira

Com a presença do Compass no ranking, nota-se que o crime organizado passou a mirar veículos de maior valor agregado. SUVs como o Compass têm peças mais caras, alto valor de revenda e grande aceitação no mercado ilegal, além de serem frequentemente usados em grandes centros urbanos.

4º lugar: Nissan Kicks — compacto premium em risco

Embora conte com sistemas eletrônicos mais recentes, versões de entrada e modelos anteriores ao facelift possuem camadas de segurança mais básicas. O alto custo de peças originais Nissan torna módulos eletrônicos, conjuntos de suspensão e itens de acabamento altamente atrativos para o mercado ilegal.

Mesmo sendo um veículo mais moderno, versões mais antigas ou sem proteção adicional seguem vulneráveis, especialmente em furtos sem violência.

5º lugar: Volkswagen Gol — o clássico que nunca sai da lista

Mesmo fora de linha, o Gol continua sendo um dos carros mais roubados do país. Milhões de unidades ainda circulam, e a descontinuação da produção aumentou a procura por peças usadas, o que fortalece cada vez mais o mercado ilegal.

Em versões mais antigas, a ausência de imobilizadores modernos e sistemas eletrônicos avançados reduz significativamente a barreira técnica para o crime.

6º lugar: Renault Sandero — popular e vulnerável

O Sandero aparece com frequência em ocorrências por reunir preço acessível, uso urbano intenso e sistemas de segurança mais simples em versões antigas. A compatibilidade de peças com outros modelos da marca facilita ainda mais o desmanche.

7º lugar: Honda HR-V — SUV compacto valorizado

O HR-V combina alto valor no mercado de usados e demanda por peças originais, geralmente mais caras, o que faz com que furtos voltados ao desmanche sejam comuns, principalmente em regiões metropolitanas.

8º lugar: Hyundai HB20S — o sedã da família HB20

O HB20S compartilha praticamente todos os fatores de risco do hatch, com popularidade, frotas, alta circulação e mercado aquecido de peças. Para o mercado ilegal, trata-se do mesmo conjunto de peças com outro formato de carroceria.

9º lugar: Volkswagen Voyage — sedã compacto vulnerável

O Voyage segue sendo alvo por compartilhar plataforma e componentes com o Gol. Mesmo com produção encerrada, continua amplamente presente em frotas e uso urbano.

10º lugar: Fiat Mobi — o compacto que entrou na lista

A presença do Mobi surpreende, mas faz sentido, pois trata-se de um carro urbano, simples e com versões básicas sem recursos avançados de segurança. O alto volume em áreas urbanas e a permanência frequente em via pública aumentam a previsibilidade operacional para furtos oportunistas.

Panorama regional: onde os roubos e furtos acontecem mais

São Paulo: epicentro da criminalidade veicular

São Paulo concentra, de forma consistente, o maior volume de roubos e furtos de veículos do país. A combinação entre alta circulação de veículos, corredores rápidos de fuga, densidade urbana e proximidade com polos de desmanche clandestino explica por que a região permanece como epicentro da criminalidade veicular no Brasil.

Mesmo com uma queda pontual nos registros em 2025, o volume absoluto de ocorrências segue extremamente elevado. Apenas entre janeiro e abril, o Estado de São Paulo registrou 16.153 roubos e furtos de automóveis, uma redução de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Dentro da capital, alguns bairros aparecem de forma recorrente, como Tatuapé, Vila Matilde e São Mateus, na Zona Leste, lideram os registros, impulsionados pela grande concentração de vias arteriais e fluxo constante de veículos. Regiões como Ipiranga e Santo Amaro também se destacam, especialmente pela proximidade com grandes eixos viários que facilitam o deslocamento rápido após o crime.

Rio de Janeiro e outras capitais

O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição no ranking nacional de roubos e furtos de veículos. Embora apresente números absolutos inferiores aos de São Paulo, o padrão operacional observado é semelhante, com furtos em via pública, foco em modelos populares e rápida remoção do veículo para áreas de ocultação.

Cores, idade e perfil dos veículos mais roubados

Alguns padrões se repetem nas ocorrências:

  • Cores mais visadas: branco, prata e preto, por facilitarem camuflagem e revenda.
  • Idade dos veículos: a maioria tem mais de cinco anos de uso.
  • Local das ocorrências: vias públicas concentram a maior parte dos casos.

Dados recentes indicam que 26,7% das ocorrências envolvem veículos seminovos, com até seis anos de uso, mostrando que não apenas carros antigos estão na mira. Mesmo modelos relativamente novos, quando sem proteção adicional, continuam vulneráveis à ação de quadrilhas especializadas.

Carros em fila em via pública. 10 Modelos de carros mais roubados em 2025

Como a tecnologia do Grupo Tracker atua contra roubos e furtos

Conhecer o risco é de suma importância, mas proteção real depende de estrutura de resposta.

O Grupo Tracker é referência nacional em recuperação veicular, com 25 anos de inteligência operacional, tecnologia própria de radiofrequência, atuação mesmo sob interferência de sinal e equipes de pronta resposta terrestres e aéreas, integradas às forças de segurança.

Mesmo quando o veículo está em locais fechados ou sob tentativa de bloqueio, a tecnologia permite localizar e recuperar com alta eficiência.

Recuperação veicular: a especialidade da Tracker

Diferente de soluções voltadas apenas à localização, atuamos com foco total em localizar, interceptar e recuperar o veículo no menor tempo possível, antes que ele seja ocultado, desmontado ou integrado a outras atividades criminosas.

Dados consolidados da operação mostram taxas superiores a 90% de recuperação em veículos pesados, além de índices elevados também para carros e motos, especialmente quando a ocorrência é comunicada rapidamente.

Além da tecnologia responsável por aumentar os índices de recuperação, nossa equipe opera com um modelo contínuo de análise de padrões criminais, rotas de fuga e comportamento das quadrilhas, permitindo decisões mais rápidas e precisas durante ocorrências.

Tecnologia e proteção caminham juntas

Os dados de 2025 mostram que o roubo de veículos segue evoluindo, tanto em volume quanto em sofisticação. Modelos populares, SUVs e veículos amplamente utilizados em centros urbanos continuam na mira do crime organizado, o que amplia a necessidade da prevenção e a necessidade de contar com tecnologias focadas em proteção e recuperação do patrimônio.

Por isso, é imprescindível em contar com uma estrutura capaz de agir no momento crítico, quando o tempo define o desfecho da ocorrência. Previna perdas e conte com o Grupo Tracker para recuperar seu veículo com eficiência.

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