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O Caçador Tracker
May 14, 2021

Cabeçote do motor: o que é + função + manutenção preventiva

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Cabeçote do motor: o que é + função + dicas de retífica

Algo que todo veículo com motor a combustão têm em comum é o cabeçote do motor, um componente essencial para a construção do coração do seu veículo. Ao longo dos anos, essa peça evoluiu bastante, assim como os próprios automóveis.

Com adventos como a injeção eletrônica e motores com diferentes configurações de cilindros, o cabeçote do motor sofreu alterações para completar a estrutura da câmara de combustão e acomodar peças como velas, válvulas e a entrada do sistema de arrefecimento.

Sendo um dos grandes responsáveis pela taxa ideal de compressão no motor e pela riqueza da mistura ar combustível, o cabeçote é uma das partes do motor que mais merecem sua atenção na hora de realizar a manutenção preventiva.

Por isso, vamos tirar todas suas dúvidas sobre esse componente. Entenda o que é e como funciona o cabeçote do motor, quais peças compõem sua estrutura, principais defeitos que podem ocorrer e como fazer sua retífica. Boa leitura!

O que é o cabeçote do motor?

Antes de mais nada, vamos entender o que é o cabeçote do motor. Basicamente, essa estrutura é a tampa do bloco do motor, cobrindo a parte onde ficam alocados os cilindros e pistões, formando a câmara de combustão onde ocorre a queima da mistura ar-combustível.

Na prática, o cabeçote do motor é uma estrutura maciça, fabricada em liga metálica de alta durabilidade e resistência à pressão e ao calor constantes.

Função do cabeçote do motor

A principal função do cabeçote do motor é atuar como um tampão, completando a câmara de combustão junto aos cilindros, vedando esse sistema para que a queima do combustível produza energia contida, que será direcionada para movimentar os pistões.

Também podemos atribuir ao cabeçote do motor a função secundária de alojar o comando de válvulas, suportes, entradas do sistema de lubrificação e arrefecimento, velas e bicos injetores

A acomodação de todas essas peças do motor deve ocorrer com vedação perfeita, fazendo do cabeçote um dos componentes essenciais para manutenção da qualidade da mistura ar-combustível.

Partes do cabeçote do motor

O cabeçote atualmente é responsável por comportar diferentes peças no motor do automóvel. Nem sempre foi assim, com este componente passando por diversas evoluções com o passar do tempo. 

Porém, antes de falarmos sobre isso, é preciso entender quais as partes do cabeçote do motor nos modelos atuais. Veja:

Corpo do cabeçote

A estrutura básica do cabeçote é feita em uma liga de alumínio ou metais com propriedades similares. É importante fazer a peça ser o mais leve possível, sem perder a resistência estrutural em condições de alta temperatura e pressão interna.

Entradas de água e óleo

Os sistemas de lubrificação e arrefecimento são essenciais para o funcionamento do motor e a manutenção do cabeçote, como veremos a seguir. Por isso, nesta peça temos compartimentos específicos para entrada do fluido do radiador e óleo do motor.

Comando de válvulas

O comando de válvulas e seus mancais de apoio são peças do motor alocadas no cabeçote, responsáveis por controlar os sistemas de admissão e escape dos gases na câmara de combustão.

Câmara de combustão e velas

A câmara de combustão é a parte onde ocorre a queima da mistura ar-combustível. O cabeçote do motor completa essa parte, fechando o cilindro onde ficam os pistões. Nessa mesma área ainda ficam alocadas as velas de ignição.

Tipos de cabeçote de motor

Ao longo dos anos, o cabeçote do motor passou por diversas mudanças. Se no início, sua única função era literalmente tampar o bloco do motor, hoje, como vimos acima, esse componente possui galerias para acomodar diversos sistemas essenciais para o bom desempenho do motor à combustão.

É interessante observar ainda que novas tecnologias, como injeção eletrônica, motores flex e até carros híbridos podem ter sua origem traçada até as diferentes modificações nesse componente. Veja então quais são os diferentes tipos de cabeçote de motor na linha evolutiva dos automóveis:

Flathead

O modelo flathead foi desenvolvido e utilizado pela Ford no início dos anos 30. Era basicamente uma tampa metálica onde se encaixavam as velas de ignição, com aberturas para as válvulas, que ficavam diretamente no bloco do motor.

É um modelo bem rústico, com o motor em formato V. O cabeçote não cumpria nenhuma função específica, além de segurar as velas, com as válvulas de admissão e escape direto no corpo do motor.

Over Head Valve (OHV)

Na sequência tivemos os cabeçotes OHV, sigla para Over Head Valve ou Válvula sobre o Cabeçote. Essa alteração na estrutura do motor colocou uma série de varetas no cabeçote, utilizadas pelo comando de válvulas para abertura e admissão da mistura ar-combustível.

Foi nesse momento então que as válvulas de admissão e escape foram alocadas no cabeçote do motor, permitindo que tivéssemos maior controle sobre a admissão e compressão no motor, fatores essenciais para obter mais potência e eficiência de consumo.

Ainda assim, o sistema não comportava rotações elevadas e provocava perda mecânica com o tempo, o que acelerou sua obsolescência.

OHC ou SOHC

Over Head Camshaft ou Single Over Head Camshaft,  é um tipo de cabeçote com o comando de válvulas direto no componente, sem a necessidade de varetas transmitindo o comando. Além de diminuir as peças e perdas mecânicas, também permitiu motores com maiores regimes de rotação.

DOHC

Double Overhead Camshaft é o sistema seguinte, também referido como duplo comando de válvulas. Composto por dois eixos, ele controla a admissão e escape de maneira independente, promovendo uma otimização adicional na questão da performance e eficiência de consumo.

Retífica do cabeçote

De modo geral, o cabeçote do motor é uma peça sensível. Caso a manutenção do veículo não esteja em dia e ele acabe rodando muito tempo em condições adversas, como superaquecimento e pressão excessiva, pode ocorrer a queima ou quebra do cabeçote, causando muita dor de cabeça.

Isso porque o reparo do cabeçote do motor costuma ser bem caro. Se para um motorista ele já representa um risco elevado, imagine para uma empresa de transportes de carga. Por isso, temos a chamada retífica do cabeçote, que é a revisão e manutenção de componentes internos que apresentam defeitos.

Para a gestão de frotas, é importante evitar a necessidade de retífica, promovendo o checklist da manutenção do caminhão. Além disso, não devemos esquecer dos cuidados básicos com qualquer veículo.

Pode ser necessário fazer a retífica do cabeçote do motor quando o veículo tem dificuldades ou simplesmente não liga. Além disso, sinais de alerta comuns seriam superaquecimento do motor, danos na correia dentada, excesso de fumaça e alterações repentinas no nível de óleo do motor e fluido do radiador.

Se você deseja saber mais sobre retífica de cabeçote, o vídeo abaixo mostra como ela é feita:

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