O popular GPS e a radiofrequência (RF) estão entre os principais tipos de rastreadores para caminhão. Assim, o gestor da frota acompanha a posição e a rota dos veículos, além de aumentar a segurança e economizar tempo e combustível.
Mas, antes de fazer um investimento como esse, a dica é conferir se está usando o melhor sistema de rastreamento para a empresa. Pensando nisso, o Grupo Tracker desenvolveu um guia com os rastreadores disponíveis, além de esclarecer dúvidas.
- Quanto custa para instalar um rastreador no caminhão?
- Vale investir em um rastreador para caminhão?
- Onde comprar um rastreador para caminhão em SP e no restante do país?
Leia o conteúdo até o final e descubra agora mesmo como proteger sua empresa contra furtos e roubos.
Quais são os tipos de rastreador para caminhão? Conheça 2 alternativas eficientes!
1- Sistema de Posicionamento Global (GPS)
O GPS é instalado no veículo e tem como função captar os sinais de satélite, compartilhando informações sobre a localização, direção e velocidade.
Esses dados são encaminhados para as centrais de informações por meio de satélite, rádio ou celular. Dessa forma, os usuários podem consultar todos os detalhes em tempo real.
Trata-se de uma das opções mais práticas de rastreamento de caminhão, uma vez que o sistema é acessado por celulares e computadores domésticos.
Isso significa que o gestor de frota pode monitorar a logística estando em qualquer lugar do mundo. Basta ter um aparelho com conexão à internet.
2- Radiofrequência
O sistema de radiofrequência é baseado na transmissão de sinais de rádio de longo alcance, que são captados por antenas ou dispositivos receptores.
Esta tecnologia é a ideal para rastreamento em situações de roubo ou furto, pois sofre menos oscilações do que as outras fontes de sinal, além de ser imune a inibidores ou jammers. Outro ponto positivo é que a transmissão de sinais funciona até no subsolo ou em áreas com mata densa.
Quanto custa para instalar um rastreador no caminhão?
Os valores dos rastreadores podem variar conforme o serviço contratado para cada caminhão. Há empresas que trabalham inclusive com planos de rastreamento que incluem uma mensalidade e um valor de adesão ao início do contrato.
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Vale investir em um rastreador para caminhão?
Sim! Com base no estudo da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), os roubos de carga aumentaram 1,7% no país em 2021.
Aliás, essa foi a primeira alta desde 2017, sendo que o prejuízo aos cofres das empresas chegou a R$ 1,27 bilhão. Por sinal, a entidade afirma que o número total de registros saltou de 14.150, em 2020, para 14.400, em 2021.
Essa realidade é mais assustadora no Sudeste, com 82% das ocorrências, seguido do Sul, com 6,82%. O Nordeste teve 5,44% dos roubos, bem como o Centro-Oeste computou 3,66% dos casos e, por fim, o Norte apresentou 1,42% dos crimes.
Francisco Pelucio, presidente da NTC&Logística, explica o seguinte:
“Desde 2017, quando registramos a maior quantidade de roubos nos últimos anos, os dados começaram a cair ano após ano.
Mesmo assim, sempre deixamos claro à sociedade como um todo que o problema ainda impacta bastante os custos das transportadoras, afinal, ainda há milhares de ocorrências acontecendo.
Por isso, trabalhamos em conjunto com as autoridades de segurança pública e o governo federal para diminuir ano a ano esses números”, destaca.
Quais foram as mercadorias mais visadas?
Em sua maioria, os roubos de carga estão associados às seguintes mercadorias:
- alimentos;
- combustíveis;
- produtos farmacêuticos;
- autopeças;
- materiais do setor de têxteis e confecção;
- cigarros;
- eletroeletrônicos;
- bebidas;
- defensivos agrícolas.
A associação reforça que, em 2016, entrou em vigor a Lei Complementar nº 121/06, que determina que o Sistema Nacional combata o roubo e o furto de cargas.
“Levamos 25 anos, desde a primeira redação do texto, em 1997, para consegui-la. Graças a ela, temos bem mais recursos humanos e tecnológicos à nossa disposição para coletar dados, identificar as razões por trás das ocorrências e propor soluções integradas ao Poder Executivo e às polícias nacionais e estaduais.
Dessa forma, apesar de termos muito trabalho a fazer, estamos em uma situação privilegiada na história para lidar com esse desafio”, explica o vice-presidente de segurança da NTC&Logística, Roberto Mira.
Mira acredita que o crescimento de roubos está associado, em grande parte dos casos, ao retorno da atividade econômica, afetada pela pandemia de Covid-19.
“A volta das atividades inevitavelmente aumentaria o fluxo de mercadorias nas rodovias e, por consequência, dos roubos e dos furtos de carga. Sobretudo com a inflação elevada, por causa de fatores internos e externos, certos produtos ficaram muito valiosos e atrativos para os grupos organizados”, analisa.
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