O Diário Oficial da União (DOU) publicou, no dia 17 de maio de 2022, uma Medida Provisória (MP) 1117/2022 que modifica uma regra para a criação da tabela de preço do piso mínimo de frete rodoviário de carga.

A MP diminuiu de 10% para 5% o percentual de variação no valor do diesel para o ajuste dos preços da tabela. A mudança é aplicada depois de um novo aumento no preço do óleo diesel, no início de maio do mesmo ano de 2022.

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‍O que influencia no valor do frete rodoviário?

Criada em 2018, depois da greve dos caminhoneiros, a legislação sobre a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas define que Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) precisa divulgar a tabela semestralmente, até os dias  20 de janeiro e 20 de julho de cada ano, com os preços válidos de piso para o semestre.

De acordo com o texto, a atualização da tabela de frete ANTT deve ser feita sempre que houver mudanças no valor do produto igual ou acima de 10%. Com a alteração aplicada pela MP, esse percentual teve queda para 5%.

Então, sempre que houver volatilidade no valor do preço do óleo diesel no Brasil acima de 5% em relação ao valor considerado na planilha de cálculos, a ANTT é obrigada a atualizar a tabela.

“Com isso, pretende-se dar sustentabilidade ao setor do transporte rodoviário de cargas, e, em especial, do caminhoneiro autônomo, de modo a proporcionar uma remuneração justa e compatível com os custos da atividade”, diz nota publicada pela Secretaria-Geral da Presidência.

‍Para a construção da tabela do frete rodoviário, são considerados diversos elementos.

  • Preço do produto;
  • Quantidade de quilômetros rodados na realização de fretes;
  • Eixo carregado, consideradas as distâncias e as especificidades das cargas definidas;
  • Planilha de cálculos utilizada para a obtenção dos respectivos pisos mínimos.

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‍Mudanças na tarifa rodoviária são constantes

Já não bastam os constantes aumentos no preço da gasolina, agora, o motorista precisa lidar também com as mudanças no valor do frete rodoviário. Isso porque, o transporte de carga agora tem novo mínimo.

Na nova tabela divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a alíquota aplicada teve uma variação de 11% a 14%, de acordo com os parâmetros envolvidos.

  • Tipo de carga;
  • Número de eixos do veículo;
  • Distância do deslocamento;
  • Particularidades da operação, que também estão incluídas no valor do frete.

A publicação do reajuste do frete rodoviário foi feita pela edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A ANTT optou pela atualização depois da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) comunicar a mudança no valor médio do diesel S10, que atingiu R$ 6,751 por litro, na última semana de fevereiro.

Com as mudanças, o frete de um caminhão de dois eixos que faz o transporte de carga frigorífica será de R$ 3,51 por quilômetro rodado.

Já para aqueles motoristas que fazem o transporte de carga perigosa, o bolso ficará ainda mais pesado. O custo será de R$ 3,56 por quilômetro, incluindo tarifa de R$ 364,71 para carga e descarga.

Como diminuir o impacto do frete rodoviário?

O valor do frete rodoviário e do preço da gasolina afetam diretamente o planejamento de qualquer empresa que trabalha com logística. O cenário pode piorar se a sua carga não é protegida e não conta com um sistema de monitoramento.

Para evitar esse tipo de problema, é importante poder contar com uma solução completa em gestão logística que permita entender como o veículo está sendo usado, em que ponto a operação perde tempo e quais ajustes geram ganho real de eficiência. A Gestão Logística do Grupo Tracker reúne monitoramento, telemetria e indicadores estratégicos para apoiar a rotina da frota e sustentar decisões que otimizam custo no fim do mês.

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